quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Olás!

Bom, faz um tempo que abandonei o meu récit de voyage. Acabei ficando com preguiça, postando só no twitter, enfim. Mesmo assim, a vontade de escrever não me abandonou, mas acabei fazendo, como faço na maioria das vezes, deixando de lado.

Agora, eu deveria estar lendo, mas finalmente resolvi escrever. Mas não vou retomar a minha narrativa, vim contar uma outra história.

Tudo começou quando a Talita, pessoa com a qual eu só tenho contato virtualmente (mas anseio por encontra-la pessoalmente!) deu o e-mail da Melissa (uma americana que mora em Rennes e se tornou uma pessoa muito importante pra mim, vcs vão entender pq) para a Sílvia. E foi assim: Sílvia entrou em contato com Melissa, se encontrou com ela. No dia seguinte, me convidou pra ir com ela encontrar a tal da Melissa e mais um grupo de pessoas.

Eu fiquei com o pé atrás. Isso se deve ao fato que essas pessoas tem uma leve “diferença” (que hoje coloco entre aspas) em relação a mim. Diferença essa da qual nunca tive preconceito, mas sempre me foi desconhecida. Na verdade, o “pé atrás” era o medo de sofrer o preconceito, de não ser bem recebida.

Graças a Deus, eu estava enganada. Fui muitíssimo bem recebida. Naquela noite, muito mais coisas do que eu imaginava estavam sendo reveladas a mim (eu me lembro, foi no mesmo dia em que eu “quase” perdi meu passaporte).

Com o passar dos meses, fui convivendo cada vez mais com essas pessoas. Aprendi a reconhecer e a compreender essa “diferença”, e isso me foi muito importante, pois além de conhecer algo novo, acabei conhecendo melhor a mim mesma, me questionando e tentando me entender. Esse foi o primeiro passo.

A história não parou aí. A nossa convivência continuou, com o passar do tempo foi tornando-se amizade. Sílvia, Melissa, Tereza, Joel, Stéphanie, Heather, Shona, Ann-Ka e outros, através de conversas, partilhas, discussões, filmes, soirées me ajudar a me renovar, a aprofundar minha relação com Deus. Me ensinaram novas formas de conhece-lo e anuncia-lo. Vivemos juntos experiências que me gerou muito crescimento e me fez sair do lugar cômodo em que eu estava fazia algum tempo.

Esse fim de semana tem encontro em Jundiaí. É o primeiro que não vou depois de-não-sei-mais-quantos-anos. Quem me conhece sabe o quanto ou gosto. Eu me lembro claramente de ter dito ao Ander, numa conversa antes de partir, que ia me fazer muita falta não ir nos encontros, mas que também estava achando até bom, pq eu já estava tão acomodada depois desses anos todos, que eu tinha um sentimento de pertença e de conhecimento que eu não achava saudável, primeiro pq é Deus que age em primeiro lugar, e segundo pq acho q a renovação é importante, e eu acabava, por ter experiência, fazendo e querendo fazer tudo.

Então, olhando para tudo oq eu estou vivendo, vejo que Deus me deu oq eu precisava: o aprendizado, a renovação, para que eu pudesse parar de viver a minha fé de maneira “automática”, que era oq vinha acontecendo, para vive-la verdadeiramente e profundamente. E para isso, eu precisava conhecer outras formas, outras maneiras, outras pessoas.

E sobre a tal “diferença” de que falei no começo... Disse que entendi ela, isso no plano conceitual. Mas na prática, na convivência, nas atitudes, não a sinto, não a percebo. Até acho às vezes que ela não existe, ou que ela é muito sutil, e agora pra mim, não faz sentido distinguirmo-nos um dos outros a partir dela.

Meu Pai me disse que “tudo o que pedirdes com fé na oração, vós o alcançareis” (Mt 21, 22). O que eu mais desejo agora é que a igreja de meu Pai volte a ser uma, que todos os seus filhos possam caminhar lado a lado como verdadeiros irmãos, que as pessoas que tem fé em Jesus e fazem parte de sua messe, deixem de lado o preconceito e a desconfiança uns em relação aos outros. Eu sei o quanto o mundo teria a crescer com isso.

Beijos.

PS: Eu sei que muitas pessoas esperavam que eu contasse coisas diferentes, que eu estivesse vivendo outras experiências, enfim... Desolée.